Projeto propõe alçar cooperativas paranaenses a 100 bi de faturamento

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Planejamento Estratégico é fundamental para garantir o crescimento ordenado das Cooperativas Paranaenses

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Prospectar novos nichos de atuação, ampliar a presença no mercado, agregar valor aos produtos e abrir novas oportunidades de crescimento profissional aos seus colaboradores é o objetivo de qualquer empresa. E isso não é diferente quando se trata de cooperativas.

Pensando nesses objetivos, o Sistema Ocepar em parceria com a Partner Consulting vem realizando o PRC 100 (Paraná Cooperativo 100), um planejamento estratégico que visa, financeiramente, dobrar o faturamento das cooperativas paranaenses até 2020, chegando a 100 bilhões de reais.
“A meta do planejamento é alcançar 100 bilhões em faturamento, e isso só poderá ser atingido se obtivermos bons resultados econômicos, acessando e ampliando mercados para nossos produtos e serviços. E para isso há uma série de desafios a serem superados”, ressalta o presidente do Sistema Ocepar José Roberto Ricken.

O PRC 100 vem sendo construído em discussões que envolvem representantes de cooperativas de todos os ramos de atividades do Paraná. Foram 20 encontros que reuniram cerca de 1.200 lideranças do cooperativismo paranaense, entre as quais 111 profissionais indicados pelas cooperativas e colaboradores do Sistema Ocepar e da Partner Consulting, empresa parceira no projeto. Eles debateram 45 cenários e construíram cinco estratégias que se transformaram nos pilares do PRC 100: financeiro, mercado, cooperação, infraestrutura, governança e gestão.
O Sistema Ocepar sempre trabalhou com o planejamento, de uma forma estruturada desde 1971, ano de sua fundação. “Os primeiros foram o Projeto Iguaçu de Cooperativismo (PIC), em 1971, o Projeto Norte de Cooperativismo (Norcoop), em 1974, e o Projeto Centro-Sul (Sulcoop), em 1976. Nas décadas seguintes, surgiram os Planos Paraná Cooperativo, atualizados constantemente. Hoje, temos o PRC 100”, acrescenta o dirigente cooperativista.

“Se formos analisar o crescimento das cooperativas, percebe-se que nos últimos quinze anos, elas vêm dobrando de tamanho a cada cinco anos, com isso, naturalmente chegarão em 2020 com o faturamento de 100 bilhões”, explica Pedro Gonçalves, Diretor de Negócios da Partner Consulting. O PRC 100 surgiu para estabelecer um caminho sustentável para o crescimento, pois a preocupação é em quais condições as cooperativas estarão quando alcançarem esse faturamento. “Pois não adianta apenas estarem bem financeiramente, é preciso que esse crescimento seja estruturado”, salienta Gonçalves.

Chegar ao faturamento é algo possível, uma vez que em 2016 as cooperativas do Paraná atingiram R$ 70 bilhões em faturamento, ou seja R$ 10 bilhões a mais em relação a 2015. Para atingir a meta estipulada, é necessário um caminho estruturado. “Esse caminho estruturado nada mais é que a avaliação do contexto em que as cooperativas estão inseridas e analise dos aspectos que as envolvem, como condições econômicas, políticas, mercadológicas e de infraestrutura”, explica Gonçalves.
“Nossas projeções estão se confirmando com os balanços que as cooperativas levam para as Assembleias Gerais Ordinárias. No entanto, ninguém está imune aos problemas. Porém, com planejamento e profissionalismo, é possível se reposicionar e continuar crescendo”, avalia Ricken.

DIFERENCIAL
O PRC100 mobilizou as cooperativas do Estado do Paraná, chamando a atenção para a necessidade de investir na melhoria da gestão.
Segundo o consultor, o passo seguinte ao PRC 100 é que cada cooperativa, que ainda não tenha um plano estruturado de crescimento desenvolva seu Planejamento.
O cooperativismo paranaense é referência nacional. Atualmente, em todo o Paraná há 221 cooperativas, de 10 diferentes ramos, filiadas ao Sistema Ocepar. São as maiores empresas de 120 municípios, com 1,5 milhão de cooperados e 85 mil empregos diretos e quase 3 milhões indiretos. O PRC 100 foi pensado para a necessidade do sistema cooperativista paranaense, no entanto pode vir a se expandir para outras regiões do país. “Para tanto, é necessário um estudo do contexto de cada um dos Estados, com certeza não será o mesmo projeto utilizado no Paraná, pois é uma outra realidade, outros associados, um outro modelo”, enaltece Gonçalves.
Engajamento

Todo projeto precisa de aceitação e engajamento. E com o PRC 100 não foi diferente. Nesse segundo semestre de 2017, o projeto caminha para o segundo ano de implantação, e com a participação ativa das cooperativas do Paraná. “Temos os presidentes, dirigentes cada vez mais comprometidos com o projeto”, conclui Gonçalves.

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