A máxima do CAD, Conselho de Administração, é: apreciar, discutir, contribuir e opinar com um pensamento estratégico.

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Christiano Oliveira, Partner Consulting*

A máxima de um Conselho de Administração (CAD) é contribuir para a geração de valor e desenvolvimento sustentável nas empresas, centralizando foco de atuação na estratégia, no desempenho e no resultado, no capital humano, no capital organizacional e, evidentemente, em todos os riscos inerentes a operação. Quando se tem um CAD forte e bem estruturado, existe uma boa chance de se ter garantido o monitoramento dos resultados econômicos, financeiros e da performance da organização; existe uma boa chance de se ter o melhor mapa e desenho de profissionais aderentes a um plano; uma boa chance de monitoramento da cultura, valores, reputação e imagem da empresa, além de uma boa chance de monitoramento da gestão de risco, sejam eles riscos estratégicos, financeiros, fiscais, operacionais, sejam eles ambientais, regulatórios ou riscos específicos de um setor ou segmento.

O CAD tem uma função importante: propiciar o pensamento estratégico de uma organização, apontando tendências, cenários, caminhos possíveis e alternativos que visam a longevidade e a perenidade da empresa. Através do principal executivo, o CAD deve auxiliar o capital humano instalado a atravessar barreiras e a seguir orientações e recomendações, quer sejam orientações sobre posicionamento de mercado, quer sejam sobre portfólios de produtos, diversificações, etc.

É verdade que o Conselho de Administração tem papel fundamental e imprescindível na construção dos direcionadores de um planejamento estratégico, mas sua grande responsabilidade é pelo pensamento estratégico, que é diferente, portanto, desse primeiro. O CAD determina e direciona os resultados que os acionistas e membros do conselho esperam de uma estratégia, participando, portanto, da construção de um plano estratégico. Mas sua grande contribuição está alicerçada no pensamento estratégico, que visa o desenvolvimento dos negócios através de seu crescimento sustentado. É esse pensamento estratégico que passa a ser constituído nas empresas que adotam a implantação da GC (Governança Corporativa) e que, ao optar pelas boas práticas, estabelece, automaticamente, a adoção de princípios como a transparência, a prestação de contas, a equidade e a responsabilidade corporativa. Esses princípios passam a nortear toda e quaisquer discussão, decisão e deliberação da empresa, tornando-se condição fundamental na formação de negócios sólidos e alinhados com as mais variadas exigências do mercado.

Ponto de alerta: qualquer prática ou direcionamento vindo da implantação da GC tem de ser seguido e respeitado com vigor. Quando isso não acontece, temos uma espécie de cegueira ética. Basta olharmos para o caso da Petrobrás onde, de certa maneira, diversas boas práticas estavam instaladas, mas o capital humano foi domado pela cegueira, que só pode ser vencida com uma mudança cultural, reestabelecendo valores e com forte rigor para disciplina na execução.

A máxima do CAD é: instalar um pensamento estratégico que define diretrizes, toma decisões e dá credibilidade à gestão empresarial, propiciando que as organizações se tornem mais confiáveis e transparentes, sobretudo na sua relação com o mercado.

*Christiano Oliveira é Diretor executivo da Partner Consulting, consultoria especializada em soluções empresariais em Governança, Estratégia e Gestão, com sedes em Curitiba, São Paulo e Orlando.

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