Quando boas ideias não evoluem

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materia-01Todas as pessoas têm ideias, umas mais do que outras, claro, mas a maioria não se sente motivada a participar, a contribuir com sugestões, a melhorar o dia-a-dia da empresa onde trabalha, a melhorar as relações internas e as relações com os clientes da organização sem limitar essas participações a determinados departamentos.

Quando as empresas enfrentam alguma crise ou precisam resolver algum problema, geralmente contratam consultores externos em vez de buscar soluções dentro da própria companhia. As empresas estão cheias de pessoas com excelentes ideias, só que essas ideias não são aproveitadas na prática por diversos motivos. Pode ser que a ideia seja fantástica, mas seu criador não tenha atitude, não tenha coragem de mostrá-la, ou talvez a ideia seja de um funcionário que é rejeitado pelos demais, que é excluído dentro da própria organização, pelas mais diferentes razões. Às vezes, por outro lado, a ideia é ótima, mas quem a tem não sabe apresentá-la no momento certo, da maneira certa, para a pessoa certa. Entretanto, na maioria dos casos, o principal problema está exatamente na pessoa que recebe a nova ideia.

É comum que o gerente de um setor, por exemplo, não busque nem aprove novas ideias simplesmente porque elas são capazes de mudar todo o procedimento e a maneira de executar determinadas atividades. Afinal, uma mudança geralmente implica a criação de novas regras, novas condutas, novos mecanismos, novas ações internas e externas e tudo isso dá trabalho e certamente resultará na mudança de posições ou de determinados cargos ou até mesmo em demissões.

Também existe a possibilidade de a ideia não dar certo. A maioria dos diretores e gerentes não quer ter mais trabalho nem correr o risco de assumir a responsabilidade por uma mudança, mesmo que esta seja para facilitar sua própria vida, eliminar entraves, motivar as pessoas do departamento, aumentar a produtividade da empresa, ampliar sua visibilidade e contribuir para que ele cresça na organização.

Para melhor, é preciso entender a situação! Mais do que nunca, as empresas e organizações têm que olhar para os problemas de forma diferente, têm que recriar conceitos, têm que remodelar a visão das coisas, das situações, dos ambientes, dos objetivos das empresas, das próprias pessoas. Não temos que reinventar a asa, claro, mas, sim, novas maneiras de voar.

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