Planejar é analisar o passado, o presente e as tendências de futuro

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Human eye viewing data on virtual screen - Biometrics concept

Um futuro próximo nos reserva profissões totalmente novas, que exigirão que o gestor esteja atento e preparado para essas mudanças

Realidades futuristas como a que fomos apresentados em filmes como Matrix e desenhos como Os Jetsons, se aproximam rapidamente de nossas rotinas em casa e no ambiente profissional.

É fato que muitas mudanças nas formas de trabalhos e nos formatos das cadeiras de trabalho já começam a acontecer e outras ainda estão por vir. Apontamentos dessa natureza já são amplamente discutidos desde o final da década de 90, quando o mundo corporativo estava alerta para aquilo que seria um mundo tácito, um mundo transacional e um mundo transformacional. As discussões acerca de um mundo tácito, conectado, incerto, inédito e diverso tomaram espaço e ganharam consistência na vida corporativa e, desde então, com a super velocidade do conhecimento aportada aos mais diversos setores e segmentos, permanecem mais vivas do que nunca.

Cargos que conhecemos hoje podem evoluir e outros nem existirão, ainda não é possível afirmar com exatidão o número de empregos destruídos por causa da tecnologia. Estudos já dimensionam em 7 milhões de substituições de humanos por maquinas, enquanto outros preveem que 30% das vagas serão ocupadas por robôs. Segundo a DaVinci Institute, consultoria americana dedicada a pesquisas sobre o futuro que presta serviços para organizações como Nasa e IBM, 2 bilhões de postos de trabalhos serão instintos até 2030.

Entretanto, o ponto que merece destaque é o da estruturação de um plano que possa prever, no longo prazo, as intensas novidades do curto prazo. As empresas que se dedicarem a pensar a importância das mudanças em seus planos estratégicos terão, com toda a certeza, melhores condições de preparo para cenários e profissões futuras. Planejar é analisar o passado, o presente e as tendências de futuro. É analisar cenários e estar atento para que o plano, em si, possa suportar mudanças.

E é por isso que se faz necessário um planejamento estratégico que possa ser revisado em ciclos pré-determinados, que obriguem as empresas a exercerem um monitoramento constante e as obriguem a ter margem de manobra para alterações de seus negócios.

Investir em um planejamento é olhar para o negócio, para o mercado, para gestão, para sistemas, para processos, mas, sobretudo, também é olhar para pessoas, atualizando suas competências e suas habilidades de acordo com a agitação maré, muito impulsionada pela desenfreada atividade de mudança da tecnologia. Viver e sobreviver dependerá do grau de compreensão desse futuro e de uma boa dose de planejamento.

Fonte: Exame.

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