Empresas familiares têm como característica principal a presença do fundador no dia a dia, sendo atribuído a ele o processo decisório, independente da relevância do tema. No entanto, os critérios para a tomada de decisão nem sempre são claros e obedecem geralmente o desejo pessoal do líder-fundador.

Até um certo tamanho a empresa não sofre com esta forma de gestão, pelo contrário, consegue crescer rapidamente devido à visão e ao empreendedorismo do fundador. À medida que os negócios crescem e torna-se mais complexa a gestão dos seus processos, requerendo habilidades e competências específicas, a continuidade do modelo de gestão, onde o fundador participa de todas as decisões, pode indicar uma ameaça para a longevidade dos negócios.

Neste momento é imprescindível realizar um planejamento estruturado de sucessão do fundador e demais líderes. Este processo de transição é delicado e deve ser conduzido com muito cuidado, pois se mal implantado pode comprometer os resultados e crescimento da empresa, além de causar frustração e piorar o clima organizacional.

Portanto, identificar e desenvolver os sucessores é fator crítico para o êxito da longevidade da empresa, assim como a definição de regras e políticas claras na gestão dos negócios. O processo de sucessão não deve ser realizado com pressa, mas sim conduzido com objetivos claros quanto à expectativa com cada sucessor. A definição de papéis, responsabilidades e autonomia do novo ocupante da função é requisito básico para a credibilidade do plano de sucessão.